sábado, 10 de janeiro de 2009

O meu medo escroto por baratas



Tá bom, fica até feio um homem dizer que tem medo de baratas, afinal de contas é ridiculo ter medo de um inseto nojento daqueles, ainda se elas fossem iguais aqueles escaravelhos do filme "A Múmia", tudo bem, mas não, são tão inofensivas!

Mas que a verdade seja dita, pelo menos (chutando alto)uns 75% dos homens têm medo desses insetos, mas obviamente ficam com uma puta vergonha na cara de assumir.
Quando eu era criança eu tinha muito mais medo, acho que isso é de família, uma vez quando minha irmã ainda era um bebê, entrou uma puta duma barata voadora (daquelas gigantes, mas bem gigantes) pela janela, e advinhem o que minha mãe fez? Ela simplismente saiu correndo! É claro que ela tava "certa", se não fosse um "pequeno" detalhe: Ela deixou eu e minha irmã dentro do apartamento, saiu correndo e fechou a porta! Como assim??? Exatamente isso, mermão! Ela nos deixou sozinhos no apto. acompanhados de um ser daqueles, que eu via mais como aquele baratão gigante do filme "MIB - Homens de Preto", faltava muito tempo para o filme ser lançado, mas não sei como explicar, eu tive exatamente essa imagem mais nojenta que a Dercy Gonçalvez fazendo força pra cagar na minha cabeça.
Acho que essa foi a minha primeira experiência com esses seres simpáticos...

Depois que eu fui crescendo eu fui percebendo aos poucos que todas as vezes que eu via uma barata eu sentia aquele medo, mas um medo digno de soltar aquele barrão que saia como os tiros de uma espingarda de um caipira redneck americano.
O mais chato de tudo eram que todos percebiam, uma vez tava toda a família reunida, eu e a primaiada estavamos brincando na rua do clássico "esconde-esconde", eu tava escondido numa esquina de uma rua perto da minha casa, eu lá, concentradão, achando que ninguém me encontraria lá, tava me sentindo um verdadeiro James Bond, quando derepente...quando derepente eu olho no chão no qual eu estava agaichado e lá estava ela, com aquelas anteninhas mais sebosas que aquele cabelo fedorento do Bob Marley! Na mesma hora eu paralisei (era algo parecido com o piripaque do Chaves) e fiquei encarando aquele ser, até que não aguentei aquele medo filha duma puta e saí correndo, mas não tão rápido pois eu tava com tanto medo que tava tremendo mais que um velho com mal de parkinson segurando uma vara verde (favor não maliciar hehehe), na hora cheguei à porta da minha casa e tive uma sensação muito escrota, eu tava feliz por ter chegado à minha tão querida residência, mas não sei porque tava mais triste que ator pornô quando broxa...Abri o portão e fui entrando em casa com o maior cuidado para que ninguém me visse, quando ia abrir a porta do banheiro (não sei porque entrar no banheiro) aparece um convidado do meu tio que eu nem sei quem é! Eu só pensei com a minha mente de criança perturbada: "FILHO DUMA PUTA!", eu nem consegui conversar direito com aquele sujeito, mas logo abri a porta do banheiro e fiquei lá por quase 1 hora e meia. É claro que por um lado isso foi bom, todas as crianças ficaram falando que eu era genial (não vejo onde seja genial se esconder no banheiro). Mas minha mãe percebeu e perguntou porque eu fiquei lá, é claro eu não disse nada, só tivesse que havia me sentido mal.

A minha ultima experiência com baratas foi a mais nojenta. Eu peguei meu material da escola pois precisava estudar para uma prova dificílima de Geometria, daí to eu la, mega concentrado, mais concentrado do que aqueles atores naqueles clichês de filmes estadunidenses no qual para eles desativarem uma bomba de hidrgênio eles devem escolher entre cortar a porra do fio azul ou o vermelho, ou o verde, seja lá qual cor for, eu tô lá, tentando entender como que se calcula a área total de um cubo quando eu percebo um negócio gigante à minha esquerda se mexendo...Dou aquela clássica pausa dramática e vou olhando aos poucos..Quando eu vejo é um puta dum baratão, mermão. O 2ºmaior que eu ja vi (a história do 1º eu conto em breve nesse mesmo post). Eu me afasto e fico olhando para aquele ser medonho...Eu o encaro, ele me encara, daí eu decido matar aquele inseto lazarento que acabou interrompendo a minha concentração. Eu me dirijo até o meu quarto e calço um tênis e saio de lá com o meu chinelo de vovô aposentado na mão direita. Dou uma certa distância da barata e decido encarnar algum Sniper atirador de elite da SWAT. Faço aquela mira clássica na qual você deixa um olho fechado meio que o apertando e o outro aberto, obviamente fazendo a mira para tentar acertar a porra da barata mutante. Eu fico lá achando a hora certa de atirar por uns 2 minutos, quando derepente eu percebo que a hora era naquele exato momento...Eu ataquei meu chinelo de vovô aposentado com uma força brutal..Ele vai girando pelo ar, parecia que tudo estava em câmera lenta. O chinelo já estava se aproximando da barata quando ele acerta em cheio a barata! Eu diria que aquilo foi uma obra de arte, só vejo a barata caindo no chão na certeza que ela havia morrido. Me senti o Mel Gibson no filme "Coração Valente", confesso que na hora até dei um berro para comemorar o meu feito. Derepente, a barata aparece andando pelo chão, aquilo foi mais um fator que me deixara extremamente puto ao extremo, tenho certeza que num raio de 50mil KM não teria ninguém nesse mundo desgraçado mais puto que eu, o Hulk viraria uma aluna de colégio de freira na minha mão, com certeza. A raiva foi tanta que eu saí correndo até onde a maldita barata fedorenta se encontrava e quando chegou mais ou menos perto eu dei um pulo que quase meti a cabeça no teto, e depois pisei com o meu tênis nela com uma raiva jamais vista na minha casa e ainda fiquei esfregando, parecendo mais aquela dança do Axl Rose no qual se têm a impressão de que ele está apagando bituca de cigarro. Feito isso, fiquei pressionando meu pé sem tira-lo do chão, parecia até meio neurótico. Depois eu não acreditei no que eu vi...Eu simplismente vi a porra da barata fedorenta saindo de baixo do meu tênis! Naquele momento tive a impressão de não se tratar de uma barata comum, mas uma barata mutante de outro planeta enviada por ETs para expiarem a terra! Aquilo já me enfureceu mais e pisei sob a cabeça dela, até que derepente a barata explode! Ta bom, não foi uma explosão, mas fez aquele barulhinho nojento e derepente só sinto um líquido mega gelado na minha perna, um líquido verde exército que parecia titica de galinha e misturada com outro líquido branco quase transparente. Aquilo lavou a minha perna, e só se via os "destroços" da barata pelo chão. Corri para o banheiro e lavei minha perna com cloro, confesso que pensei se tratar de um líquido cósmico nojento igual aos que aparecem na Jornada nas Estrelas.

Esta experiência foi nojenta, mas não foi tão assustadora.
A mais assustadora certamente foi uma que me aconteceu há uns bocados de anos, quando eu tinha uns 12 anos e estava na sexta série. Estávamos no mês de maio, e é claro eu tava mais ansioso do que judeu no Bar Mitzvah para assim chegar as férias do meio do ano e ficar 30 dias em casa sem olhar para as fuças daqueles infelizes da minha escola. Até que num belo dia meu avô chega e me diz: "Nessas férias que vão vir, eu vou passar o mês inteiro na casa de sua tia reformando...(nesse inteirim eu ja tava fazendo aquela clássica cara de 'Tá, e daí???')" E então ele completou: "E você vai comigo para me ajudar" Enquanto eu dizia só um "Tudo bem, eu vou" e eu estava aos berros em minha consciência: "PUUTAQUEPARIU" O problema não era não ficar na minha própria casa, mas sim porque a casa da minha tia era um reduto de baratas. Eu rezava para que não chegasse logo esse dia, mas obviamente ele chegou. Subimos a serra levando todos os materiais para a reforma naquele puta frio que sai até aquelas famuacinhas da boca. Chegamos lá e a bagunça era tanta que mal sabíamos por onde começar. O primeiro contato com baratas lá foi quando nós fomos consertar a pia dela e meu avô puxou a parte de metal...Mermão, sabe nesses filmes de suspense quando mostra o inferno, e o inferno é cheio de pessoas se rastejando pelo chão numa bagunça maior que a antiga URSS? Imagine a mesma coisa, só que com baratas, acho que eram umas 200 baratas, sem exageros.
Eu sentado no sofá sempre via uns baratões correndo pela casa, mas a pior parte era a hora de dormir. Eu enrolava ao máximo com as minhas primas para ir dormir, nós ficavamos assistindo uns documentários bizarros que passavam no Discovery Channel, mas daí quando a porra da TV era desligada, não tinha jeito, o negócio era enfrentar o medo. Nessas horas o bizu é dormir sem ficar pensando no que pode acontecer antes de você pegar no sono ou enquanto você está dormindo. Tirando essa parte, essas foram uma das minhas melhores férias, eu sempre gostei muito de minha tia e minhas primas.
Até que lá pela a segunda semana que estávamos lá aconteceu o pior. Depois de muito trabalho ajudando meu avô a pintar a casa, consertar isso, consertar aquilo, etc. Eu fui tomar um banho quente, mas o pior é que lá não é tão quente, não era tão quente que até mesmo dava para ficar batendo queixo de tanto frio. Imaginem tomar um banho com a água morna no frio cruel de São Paulo, numa temperatura de 09 graus! Eu tô lá, tomando meu banho para ir comer a comida da minha tia feita com tanto carinho. Então eu desligo o chuveiro. Tô lá me enxugando com minha toalha de banho do Palmeiras quando eu olho na porta e vejo a maior barata do mundo, acho até que ela daria certinho na palma da minha mão, e não era qualquer barata, era uma voadora, aquelas bem sebosas que ficam batendo as asinhas, no meu ouvido esse barulhinho infernal das asas delas batendo-se uma na outra, soava mais parecido com uma bateria de pedal duplo. Dei aquele clássico piripaque e senti que ia dar uma mega barrão, só que dessa vez não iria parecer como o de uma espingarda de um caipira redneck americano, e sim como o de uma bazuca nazista mais famosa e poderosa de todas, a temida Panzerfaust. Eu dou uma destraída e quando percebo a barata mutante não está mais lá! Olho ao meu redor, olho pro teto, pro chão e nada! Achei que a barata tivesse se teletransportado quando derepente eu ouço a gritaria na sala, então me caiu a ficha que ela saiu pelo buraco que tinha na porta do banheiro da minha tia. Foi uma correria só!

Eu até cheguei a pensar que meu medo fosse exagero, mas tudo foi uma questão de tempo, pois agora que o tempo passou eu nem tenho mais medo desses bichos nojentos...

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